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Seguro auto

Como ter um seguro auto mais barato em 2026

Responsabilidade civil ou contra todos os riscos, o que mexe no preço, franquia, bónus por não sinistralidade e os erros que pagas a mais todos os anos.

Equipa 48h 18 de junho de 2026 2 min de leitura

O seguro automóvel é obrigatório em Portugal, mas quanto pagas depende de muitas decisões que estão na tua mão. Com alguns ajustes consegues baixar o prémio sem ficares com menos cobertura do que precisas. Eis o guia prático.

Primeiro: que cobertura precisas?

O mercado organiza-se em três grandes fórmulas:

  • Responsabilidade civil (terceiros): o mínimo legal. Cobre os danos que causas a outros, não o teu carro.
  • Terceiros ampliado: acrescenta furto, incêndio e quebra de vidros. Bom equilíbrio para carros com alguns anos.
  • Contra todos os riscos: cobre também os danos do teu carro, mesmo com culpa.

Para um carro novo ou de valor, o todos os riscos justifica-se; para um veículo antigo de pouco valor, muitas vezes basta a responsabilidade civil (com furto/incêndio), porque a indemnização será limitada ao valor do carro.

O que mexe realmente no preço

As seguradoras calculam o risco. Pesam sobretudo:

  • O veículo: modelo, potência, valor e custo de reparação.
  • Quem conduz: idade, anos de carta e, sobretudo, o historial de sinistros.
  • O uso: quilómetros por ano e onde estacionas (garagem reduz).
  • A zona de residência.

Regra de ouro: nunca compares dois preços sem antes igualar a cobertura, a franquia e as garantias. Caso contrário, comparas coisas diferentes.

As alavancas para pagar menos

  1. Aumenta a franquia (o que pagas em cada sinistro): baixa o prémio, mas só até um valor que consigas suportar.
  2. Declara os quilómetros reais: exagerar inflaciona o prémio, ficar curto pode invalidar um sinistro.
  3. Aproveita o bónus por não sinistralidade: cada ano sem sinistros reduz o prémio.
  4. Paga anualmente em vez de a prestações, quando possível.
  5. Garagem e alarme podem reduzir a mensalidade.
  6. Condutores jovens: considera a telemática (“pagas como conduzes”), que premeia a condução prudente.

Não renoves em automático

A fidelidade raramente compensa: clientes antigos pagam muitas vezes mais do que um novo cliente pela mesma cobertura. Quando chegar a renovação, compara o mercado — e se quiseres ficar, usa um orçamento mais baixo para negociar.

Compara a igualdade de coberturas

Para além do preço, repara em:

  • o valor das franquias;
  • o que está incluído ou é extra (assistência em viagem, viatura de substituição, proteção jurídica);
  • os capitais e as exclusões;
  • a gestão de sinistros, onde se mede mesmo uma seguradora.

Uma apólice um pouco mais cara que indemniza depressa e bem vale muitas vezes mais do que a oferta mais barata.

Em resumo

Escolhe a fórmula consoante o valor e o uso do carro, sobe a franquia com critério, declara os quilómetros reais e não deixes a apólice renovar sem olhar o mercado.

Pronto para comparar? Explora as seguradoras auto — clássicas e digitais — e encontra a cobertura certa para o teu carro.